Na zona rural de Rio Branco, o trabalho de Rio Branco tem avançado para melhorar as condições de vida e de trabalho das famílias que vivem e produzem no campo. Por meio do programa Prefeitura nos Ramais, as equipes municipais atuam na recuperação e manutenção das estradas rurais, na construção e recuperação de pontes e galerias, além de oferecer assistência técnica, mecanização agrícola e apoio aos produtores.
As ações têm como objetivo garantir melhores condições de acesso às comunidades rurais, facilitar o transporte de estudantes e o deslocamento das famílias e, principalmente, assegurar que a produção agrícola chegue à cidade com mais segurança e menos dificuldades.
“No inverno, atuamos nos pontos críticos. Já no verão, seguimos um cronograma, priorizando ramais com escolas e produção para garantir o transporte dos alunos e o escoamento da produção”, explicou Eracides. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
De acordo com a secretaria de agricultura e agropecuária, Eracides Caetano de Souza, o trabalho é realizado durante todo o ano e segue um planejamento que considera as necessidades de cada região.
“Durante o inverno, a gente trabalha principalmente nos pontos críticos. Apareceu um problema, a equipe vai lá e faz o reparo. No verão, temos um cronograma dos ramais. Priorizamos aqueles onde existem escolas e produção, para dar condições de transportar os alunos e também escoar a produção dos produtores da zona rural”, explicou.
Trabalho permanente nos ramais
A manutenção das estradas rurais exige acompanhamento constante, especialmente durante o período chuvoso, quando determinados trechos podem apresentar atoleiros, erosões e outros problemas que comprometem o acesso às comunidades.
Por isso, Rio Branco mantém equipes preparadas para atuar nos chamados pontos críticos, evitando que um trecho danificado comprometa o acesso a regiões inteiras.
“Um ponto crítico pode isolar 20 ou 30 quilômetros de ramal. Então, precisamos estar preparados, com equipe e material no pátio, para que, quando aparecer um problema, a gente vá até o local e resolva. Nós trabalhamos de janeiro a janeiro”, destacou o secretário.
Rio Branco mantém equipes preparadas para atuar nos chamados pontos críticos, evitando que um trecho danificado comprometa o acesso a regiões inteiras. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Segundo Eracides, a continuidade das ações é fundamental para conservar os ramais e evitar que os problemas se acumulem ao longo dos anos.
“Se você parar dois anos e não fizer nada, os ramais acabam novamente. Até voltar ao ponto em que estamos hoje demora muito, porque todos os anos é preciso fazer reparos nos ramais onde se trabalha”, afirmou.
Pontes e galerias ampliam a segurança
Além do patrolamento e das melhorias nas estradas, Rio Branco também vem investindo na construção de pontes e galerias para melhorar a trafegabilidade e solucionar pontos que, historicamente, apresentam dificuldades durante o período chuvoso.
De acordo com a secretaria de agricultura e agropecuária, nos últimos cinco anos foram construídas seis pontes de concreto e duas galerias, também de concreto. No mesmo período, mais de 100 pontes de madeira foram construídas ou recuperadas, além da implantação de estruturas provisórias em regiões onde as características do local exigem esse tipo de solução.
Nos últimos cinco anos, foram construídas seis pontes e duas galerias de concreto, além da construção ou recuperação de mais de 100 pontes de madeira. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Entre as localidades contempladas estão as regiões do Quixadá, Calafate, Barro Alto, Caipora e Padek, ramais próximos à Vila Manoel Marques e áreas situadas em regiões de reserva.
“Hoje, nós já temos seis pontes de concreto e duas galerias feitas também de concreto. Quando fazemos uma ponte de madeira, existe a possibilidade de deterioração da estrutura e também temos poucas madeiras adequadas para esse tipo de construção. Por isso, estamos fazendo pontes de concreto, que representam uma solução definitiva para esses locais”, explicou Eracides.
Galeria resolve ponto crítico de acesso
Um dos exemplos desse trabalho é uma galeria construída em um ramal com aproximadamente 12 quilômetros de extensão, que apresentava problemas recorrentes durante as enchentes.
Segundo o secretário, o trecho era frequentemente afetado pelas chuvas, provocando rompimentos e dificultando o deslocamento de moradores e produtores.
Um exemplo é a construção de uma galeria em um ramal de cerca de 12 quilômetros que enfrentava problemas durante as enchentes. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Esse ramal tem aproximadamente 12 quilômetros. Sempre que dava enchente, rompia, e a gente tinha que voltar para refazer o trabalho. Levei ao prefeito a necessidade de construir uma galeria, ele autorizou e conseguimos resolver esse problema”, relatou.
A intervenção beneficia diretamente os moradores da região e também as pessoas que utilizam o trecho como rota de deslocamento entre as comunidades rurais e a cidade.