Rio Branco inicia programa inédito de cirurgias eletivas e amplia acesso a procedimentos de média complexidade

Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou a execução do Programa de Cirurgias Eletivas no Hospital Santa Juliana. A iniciativa marca um avanço histórico para a rede municipal, sendo a primeira vez que o município oferta procedimentos ginecológicos eletivos de média complexidade por meio de parceria com uma unidade hospitalar especializada.

O programa é realizado por meio de um Termo de Colaboração firmado entre Rio Branco e o Hospital Santa Juliana, com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), provenientes de emenda parlamentar no valor de R$ 4.865.185,00.

Nesta primeira etapa, dez mulheres receberam alta hospitalar após serem submetidas ao procedimento de laqueadura tubária. Outras dez pacientes passaram por consultas e avaliações pré-operatórias para a realização das próximas cirurgias.

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“Pela primeira vez, Rio Branco passa a ofertar procedimentos de média complexidade, ampliando o acesso da população às cirurgias eletivas”, destacou. (Foto: Samuel Moura/Secom)

A iniciativa representa um novo momento para a saúde municipal. “Pela primeira vez, Rio Branco avança na oferta de procedimentos de média complexidade. É um convênio importante com o Hospital Santa Juliana, que possibilita ampliar o acesso da população às cirurgias eletivas, reduzir o tempo de espera na fila única de regulação e fortalecer a assistência especializada dentro do município”, afirmou.

Ao todo, mais de 500 procedimentos cirúrgicos eletivos serão realizados pelo SUS. Entre eles estão laqueadura tubária, histerectomia videolaparoscópica, laparotomia videolaparoscópica para drenagem e/ou biópsia, histerectomia total e histerectomia por via vaginal.

A secretaria de saúde ressaltou que o programa representa um passo importante para a qualificação dos serviços ofertados à população.

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“Concluímos o primeiro grupo de pacientes e já iniciamos as avaliações para as próximas cirurgias, fortalecendo a rede municipal de saúde”, destacou. (Foto: Samuel Moura/Secom)

“Concluímos o primeiro grupo de pacientes que passou por todas as etapas do atendimento, desde a consulta até a cirurgia e a alta hospitalar. Paralelamente, já temos novas pacientes realizando avaliações pré-operatórias para os próximos procedimentos. É uma ação que fortalece a rede municipal de saúde e traz mais dignidade para a população”, disse.

Segundo, os atendimentos são realizados dentro da fila única de regulação, em parceria entre o município e o Estado. “Não existem duas filas. Há uma única fila regulada, e as pacientes com perfil adequado são encaminhadas ao Hospital Santa Juliana para dar continuidade ao tratamento. Inicialmente, a expectativa é realizar entre 10 e 15 procedimentos por semana, podendo chegar a até 60 cirurgias por mês”, explicou.

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(Foto: Samuel Moura/Secom)

Entre as pacientes beneficiadas está Elaine Pinto Marques, de 37 anos, que aguardava pelo procedimento desde janeiro. “Tenho três filhos, um deles é especial, e estava esperando desde janeiro. Fiquei muito feliz quando fui chamada. Já passei pela consulta, pelo pré-operatório e minha cirurgia está marcada para este sábado. Estou muito agradecida”, relatou.

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“Achei que ainda esperaria vários meses, mas fui chamada rapidamente e sou muito grata pela oportunidade”, afirmou.

Maria Imaculada da Conceição, de 42 anos, recebeu alta após realizar a laqueadura tubária e destacou a rapidez no atendimento. “Foi um sentimento de muita gratidão. Achei que ainda esperaria vários meses, mas recebi a notícia e, no dia seguinte, já fiz a cirurgia. Fiquei muito surpresa e agradecida pela oportunidade”, afirmou.

Os procedimentos são realizados por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que proporciona menor tempo de recuperação e menos desconforto pós-operatório.

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“Todas as pacientes receberam alta em menos de 24 horas e podem retomar as atividades em cerca de sete a dez dias”, destacou o médico. (Foto: Samuel Moura/Secom)

O médico cirurgião especialista em videolaparoscopia explicou que a metodologia permite uma recuperação mais rápida das pacientes.

“Todas as pacientes desta primeira etapa receberam alta em menos de 24 horas. Em cerca de sete a dez dias, elas já podem retornar às atividades habituais. O processo começa com a avaliação clínica, análise dos exames e indicação cirúrgica, permitindo maior agilidade no tratamento”, destacou.